na unha de fome da poesia
há pouca
ou nenhuma
bastança
há muita ou pouca
secura
depende
da hora que cabe
nas rachas do dia
nas frestas da noite
nas pausas dos juros de mora
nas multas
nas raivas
nas ranhuras
que o poema cava
nos olhos
na boca
retardando e prolongando a tensão
do corpo
dos dedos
cravados nas teclas de plástico
como unha e carne do poema
2 comentários:
Instinto poético jogado nos versos. Excelente!
Bem profundo e surreal.
Abç poeta.
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