um poema do meu novo livro Portfólio (no prelo)
no enxame desossado da caligrafia
poesia de púlpito (pudica de merda!)
réu confesso canicular em posse de
adolescente do XIX em pose de 3x4
esgotou-se pelo soalho que enchia a sala
tórax piloso (pilífero) em bagas
de tesão contornada pelas pernas
de véspera espera abduzida
o esparramo de grafite ossos serragem
no poema que esperava se negava
linguajar solar das janelas gêmeas
mandava contra nadava contra
os nós da linguagem
na robustez (simbolista!) da folha desassossegada
resultado: toada escassa de pistilos da estação
pro-soluto: arriscar em ações ao portador
desinvestir da poética atulhada dos
poetas mortos em sociedades anônimas
estranhar-se de retratos porcelana prataria
desbastar pó desalinhavar nós
sobrescrever multitudinosa atitude entranhada
2 comentários:
Opa!
Estou aguardando...
Comecei a leitura de "Solecidades":
Excelente!
Abraços do *CC*
vamos sacudir o âmbito editorial brasileiro, companheiro!!!
ronald
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